Saturday, 4 September 2010

LA BRAGA FOREVER...


Sonia Braga


"Vou embora. No Brasil ninguém me chama para trabalhar"
Há um ano e meio no País, a atriz não é convidada para novelas ou filmes e decide aceitar novo convite do cinema americano
Eliane Lobato


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Sonia, aos 60 anos, no Rio de Janeiro: plástica assinada por Ivo Pitanguy

A entrevista foi marcada em um restaurante perto do mar, onde a carioca nascida no Paraná Sonia Braga se sente feliz. De imediato ela mostrou os cílios postiços, soltou a cabeleira para exibir os cachos que voltou a adotar e conferiu detalhes da maquiagem. “À medida que a idade vai chegando, deve-se reduzir a pintura no rosto a quase nada”, diz Sonia. Magra e muito bonita, não parece ter os 60 anos que de fato tem. As rugas existem, mas a plástica assinada por Ivo Pitanguy fez com que elas entrassem em harmonia naquele semblante de eterna tigresa que trabalhou no “Hair”, musical que causou um escândalo nos anos 1960. Sonia Braga, uma das maiores atrizes brasileiras – atuou em “Dancin’ Days”, “Gabriela”, “Do na Flor e Seus Dois Maridos” e “O Beijo da Mulher Aranha”, entre novelas e filmes –, fez um desabafo nesta entrevista à ISTOÉ: está há um ano e meio no Brasil sem trabalho. Como acaba de receber uma proposta de um produtor americano, vai voltar para Nova York, onde morou por mais de duas décadas e tem apartamento.

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"Namorei Caetano Veloso no final dos anos 1970. Foi um namoro rápido.
Mas um amor coroado por música é um amor que fica para sempre"

Considerada o maior símbolo se xual brasileiro desde que estrelou a novela “Gabriela” (1975), ela diz que namorou o cantor e compositor Caetano Veloso e nega qualquer affair com o ator Antonio Fagundes. Sonia construiu uma carreira nos EUA e abriu caminho para atores brasileiros, entre os quais sua sobrinha, Alice Braga. Mas diz que é muito cobrada aqui por interpretar latinas. “Querem que eu faça o quê? Uma sueca?”, pergunta ela. E afirma: “Faço latinas com muito orgulho.”

"Se acharam a Mariah Carey para ir a um festival de boiadeiro em
São Paulo, não me achariam em Niterói para oferecer trabalho?"
ISTOÉ -
Como está a sua vida no Brasil?
SONIA BRAGA -
Já vou embora do Brasil. Eu queria ficar aqui, trabalhar aqui. Seria mais fácil, mais emocionante se eu fizesse um filme ou uma novela. Teatro eu não faço, não gosto. Mas estou há um ano e meio no País totalmente de férias. Tenho uma casa em Niterói, que está em obras, comprei um apartamento na Cinelândia (centro do Rio de Janeiro). Está claro que eu moro aqui. Mas as  pessoas não me chamam para trabalhar. Agora, estou fechando um projeto americano. Não posso falar o que é ainda. E vou embora. Neste um ano e meio de Brasil, trabalhei apenas em “As Cariocas” (seriado da Rede Globo), com Daniel Filho. Só. Só.
ISTOÉ -
Explique isso.
SONIA BRAGA -
Não sei. Se encontraram a Mariah Carey para ir a um festival de boiadeiro em São Paulo, não encontrariam a Sonia Braga em Niterói para atuar em um filme, em uma novela?
ISTOÉ -
Como é o seu dia a dia?
SONIA BRAGA -
Faço muita coisa. Vou às lojas, às livrarias, vivo dias lindos aqui. A diferença é que não há uma câmara imprimindo tudo, não estou dividindo com as pessoas aquilo que ando fazendo. Elas me perguntam: por que você não está em uma novela? Por que não está fazendo um filme? Falo que não estou na tevê porque não sou dona de uma emissora e não sou contratada por ninguém.
ISTOÉ -
O novelista Sílvio de Abreu disse certa vez...
SONIA BRAGA -
O Sílvio de Abreu foi para Nova York, nos encontramos, ficamos horas e horas conversando. Ele queria que eu participasse de uma novela e eu queria fazer novela. Quando o Sílvio saiu de lá, estava fechada nossa parceria. Eu faria uma personagem maravilhosa, ia trabalhar com a Glorinha Pires, ela ia ser minha filha e seríamos rivais (“Belíssima”, 2005). Mas, na hora de negociar, a Rede Globo ofereceu pouco demais. Não foi só o valor, foi também o tipo de negociação. O advogado que estava me representando ficou até sem graça. Eu falei: sinto muitíssimo, mas não posso ganhar menos do que eu ganhava há dez anos. Tem de ser pelo menos o equivalente em valores atualizados.   
ISTOÉ -
Alguns dizem que a sra. pode ter sido prejudicada por ter morado tanto tempo fora do Brasil...
SONIA BRAGA -
A Bete Mendes ficou aqui, e onde ela está agora? Ela e a Débora Duarte são as melhores atrizes do Brasil e também não têm muito trabalho. Sempre estive aberta para trabalhar aqui. Já me ofereci várias vezes para trabalhar com o (diretor) Guel Arraes. As pessoas têm direito de não gostar de mim como atriz, podem achar que o que eu represento fica pesado para um personagem. Eu entendo, e até concordo eventualmente. Mas isso é diferente de dizer que não a convidam porque você mora em Nova York. Por quê? É difícil ligar para Nova York?
ISTOÉ -
Como avalia a repercussão local de seu trabalho nos EUA?
SONIA BRAGA -
Me atacaram muito por eu fazer papéis de latina. Eu respondo assim: desculpa, quer que eu faça o quê? Uma sueca? Faço uma latina com muito orgulho. O mercado lá é complicado mesmo, muito preconceituoso. Eu percebi o seguinte: que a grande luta dos hispânicos era para não fazer drogados, prostitutas. Eles (ou nós) queriam representar a sociedade americana, aparecer nas telas em profissões mais dignas. Mas eu percebi que isso é uma faca de dois gumes: o resultado, às vezes, é fazer uma mulher que vai para o fogão, espera o marido chegar, uma chatice.
ISTOÉ -
A sra. trabalhou com grandes feras do cinema mundial... 
SONIA BRAGA -
Só de estar no mesmo set que Clint Eastwood, Raul Julia... só isso vale um discurso. Mas aqui a gente tem equivalentes. Estar no set com o Cacá Diegues é um presente também. Ele é um pensador brasileiro. O Daniel Filho é maravilhoso, é tão impregnado de cinema. Aqui usam essa palavra, “demorô”, né? Pois é, Daniel, demorô, hein? Ele sabe fazer cinema.
ISTOÉ -
A sra. não tem  participado do cinema brasileiro recente.
SONIA BRAGA -
Não. Mas fiz “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, “Eu Te Amo”, “O Beijo da Mulher Aranha”,  “Milagro”e fiz televisão, que eu adoro. Em 1988, quando vim para o Brasil filmar “Luar sobre Parador”, pensei que engataria mais filmes. Mas não houve convite, começou aquela história triste, aqueles violinos tocando, aquele olhar perdido no porto, aqueles vestidinhos de chita, aquela melancolia. Pensei: vou para a neve, vou dar uma acordada. Foi nessa acordada que acabei ficando por lá.
ISTOÉ -
A sra. acha que a escassez de convites tem a ver com a idade?
SONIA BRAGA -
Não. Basta citar a Yoná Magalhães, que está com 70 anos e é escalada. Se isso for motivo, eu sinto muito por eles.
ISTOÉ -
A sra. ainda carrega a fama de símbolo sexual?
SONIA BRAGA -
Legal, isso, não é? O que é preferível: ouvir alguém falar “ô sua gostosona” ou “ô sua feiona”? Qualquer mulher quer ser amada e desejada. Já encontrei uma mulher que me disse: “Meu marido é apaixonado por você.” Eu respondi: Tá vendo por que eu sou solteira? Você casou com o meu marido. Devolve...
ISTOÉ -
Aos 60 anos a sra. ainda é muito paquerada?
SONIA BRAGA -
Isso não é e nunca foi uma coisa que me chame a atenção. Um flerte, uma cantada certa, ser cortejada, isso é gostoso.
ISTOÉ -
Mas a abordagem ao estilo do filme “Dama do Lotação”, o tipo grosseiro que fala sacanagem?
SONIA BRAGA -
Acho que percebi todos os grosseiros que chegaram, e eles levaram bronca. Não sou eu “a dama”, ela é uma personagem, mas acontece essa confusão. Entendo. Sempre acho uma maneira de desfazer o equívoco.
ISTOÉ -
Está namorando? 
SONIA BRAGA -
Estou solteira, mas tive diversos namorados. Um, que compôs uma música para mim, é especial porque me fez muito bem como mulher.
ISTOÉ -
Quem foi?
SONIA BRAGA -
Caetano Veloso. A música que ele fez para mim é “Trem das Cores”. A “Tigresa” foi roubada. Era tema de uma personagem da novela “Espelho Mágico”, e foi roubada. Namorei o Caetano no final dos anos 1970. Foi um namoro rápido, mas um amor coroado por uma música é um amor que fica.
ISTOÉ -
Gabriela é a sua imagem pública mais forte?
SONIA BRAGA -
Viu que meus cachinhos estão voltando? Eu não estava mais aguentando aquele cabelão liso. Gente, a Gabriela voltou.
ISTOÉ -
A sra. se preocupa em ser fotografada sem maquiagem?
SONIA BRAGA -
Claro. Não gosto de ficar mal na foto. Quando saio de um lugar e dou de cara com um paparazzo, peço para apagar tudo e negocio. Volto, arrumo os cabelos, os óculos, e repasso a cena só para ele fotografar. Dá tudo certo no final.
ISTOÉ -
Alguma vez não deu?
SONIA BRAGA -
A única vez na minha vida que fiquei muito aborrecida foi quando disseram que eu estava namorando o ator principal de uma novela, e isso era absolutamente falso.
ISTOÉ -
E dessa vez quem foi?
SONIA BRAGA -
Antonio Fagundes. Mas eu nunca namorei o Fagundes. Certa vez, eu até armei uma foto para ajudar um amigo. Estavam dizendo que ele era gay, e ele não era. Nada contra, mas ele estava aborrecido porque era mentira. Eu produzi a cena: arranjei um fotógrafo que ficou atrás de uma moitinha para nos “flagrar.” Falei para ele: fica tranquilo, ninguém vai acreditar que você é gay depois de verem a gente namorando.
ISTOÉ -
Há rumores de que houve desavença sua com a Betty Faria.
SONIA BRAGA -
Essa história é longa. Quando terminei “Luar sobre Parador”, o Robert (Redford) me convidou para conhecer o Festival de Sundance e, lá, perguntei se ele queria produzir um filme brasileiro. E contei sobre Tieta. Ele topou na hora. Liguei para o Jorge Amado, na Bahia, e ele disse: “Claro, os direitos são seus, querida.” Comecei a trabalhar nesse projeto. Aí, encontrei com a Betty Faria num evento na Itália e ela me contou que ia fazer Tieta na televisão. Achei melhor esperar passar o tempo para fazer o meu projeto, até para não botar o Jorge numa situação delicada. Anos depois, fiz Tieta com o Cacá (Diegues). Ouvi dizer que ficou um clima muito desagradável.
ISTOÉ -
A sra. faz análise?
SONIA BRAGA -
Fazia. Quando percebi que o analista já estava melhor, se ves tindo direitinho, sorrindo de novo, dei alta para ele.

Friday, 3 September 2010

IF YOU DO WITH THE BEST, Sir GIL, of course!


www.gizzetdawson.com.br 

Com R$ 1 mil é possível fazer um curso rápido de idiomas. Veja qual o melhor para você!

SÃO PAULO – Tem crescido a necessidade das pessoas adquirirem conhecimentos em uma língua estrangeira de forma rápida, seja para melhorar as chances de conquistar um emprego, para fazer uma viagem de negócios ou por puro prazer.
O fato é que, com o crescimento da demanda, aumentou também a oferta de cursos que fogem da tradicional duas aulas por semana durante anos a fio, o que faz muita gente ter dúvida na hora de escolher: qual o melhor custo benefício?
De acordo com a consultora e diretora da Changes Consulting, Helenita Rosa, a partir de aproximadamente R$ 1 mil é possível, por exemplo, fazer um curso de imersão.
Este tipo de curso, diz ela, varia de dois a sete dias e é uma opção rápida para quem tem pouco tempo disponível, sendo mais indicado para quem já tem alguma fluência no idioma a ser estudado e quer, por algum motivo, se sentir mais seguro na língua.
A coordenadora do Departamento de Letras da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), Camila Hofling, concorda e lembra que este tipo de curso não é indicado para quem precisa trabalhar a escrita, já que foca nas habilidades orais.
Intensivo
Já os famosos cursos intensivos, dizem as especialistas, são os cursos rápidos mais indicados para quem não tem muito conhecimento. Contudo, segundo alerta o diretor da Up Language, Lúcio Sardinha, por apresentar muita informação em curto período, este tipo de curso pode desanimar quem não está realmente focado.
Os cursos intensivos duram, em média, um ano e meio e têm aulas todos os dias da semana. De acordo com o diretor da Up Language, o custo gira em torno de R$ 80 por hora, o que pode variar conforme o número de alunos na sala. A este respeito, diz ele, o ideal é que tenham, no máximo, cerca de seis alunos.
Como vantagem, aponta Camila, estes são os cursos rápidos mais completos do mercado, já que trabalham todas as habilidades.
Exterior
Quanto aos cursos no exterior, Helenita lembra que eles são os que mais pesam no currículo. 
Entretanto, diz ela, este tipo de curso será mais bem aproveitado por quem já possui algum conhecimento no idioma. Por outro lado, alerta Camila, o estudante deve fugir de locais que têm muitos brasileiros para não comprometer o aprendizado.
No que diz respeito aos custos, estes variam muito, já que envolve passagem, hospedagem, turismo e gastos com alimentação, além do curso em si, que não sai por menos de R$ 5 mil.
Antes de decidir...
No geral, na dúvida sobre o tipo de curso, dizem os especialistas, o aluno deve avaliar qual a sua necessidade, o seu objetivo e o quanto de tempo e dinheiro tem disponível para tal investimento.
Além disso, na opinião do diretor da Up Language, o aluno deve fazer um diagnóstico do quanto ele sabe e do quanto precisa saber. Isto deve ser avaliado em horas, sendo que o ideal, segundo ele, de acordo com certificações internacionais, para o aprendizado de um novo idioma, é de 700 horas.
No mais, alertam: antes de contratar qualquer serviço, lembre-se de pesquisar sobre a empresa que está oferecendo, verificar a metodologia, a certificação dos professores e, se possível, conversar com pessoas que fazem ou já fizeram o curso.

Thursday, 2 September 2010

IN AND OUT...

Se a sua vida está mais virtual do que real, você pode ser um netviciado

GISELA RAO
Colaboração para o UOL

  • Getty Images
    Cerca de 10% do total de internautas do planeta são viciados, segundo pesquisadora
No filme “Matrix”, Neo (Keanu Reeves), tem de decidir entre duas pílulas: a azul e a vermelha. Tomando a azul, Neo voltará a uma vida “ilusória”; se optar pela pílula vermelha, conhecerá a fundo o que se pode chamar de realidade. Todo mundo sabe que ele fica com a vermelhinha, mas não é bem o que está acontecendo do lado de fora da telona, onde cada vez mais pessoas ficam “abduzidas” pelo mundo “irreal” Elas são chamadas de netviciados. Segundo artigo da pesquisadora norte-americana Diane Wieland, publicado na revista "Perspectives in Psychiatric Care", cerca de 10% do total de internautas do planeta são viciados na coisa.
Quer mais? Um recente estudo realizado nos Estados Unidos, por uma grande rede de lojas de eletrônicos, Retrevo, descobriu que 48% dos entrevistados atualizam o Facebook ou o Twitter assim que acordam ou antes de dormirem.
Meu reino por uma conexão
O bicho está pegando aqui no Brasil também. “Unknown Blogueira”, twitteira de mão cheia, que não revela o seu nome e tem menos de 25 anos, diz que não tem amizades reais nem namorado. “Eu realmente detesto o real, pelo menos o meu. As pessoas que eu conheço são desinteressadas, só tem gente lerda que não sabe um fio do que as do virtual sabem. Se eu pudesse usaria o botão de excluir/bloquear aqui fora. Essa é uma parte negativa da internet. A gente acostuma a tratar as pessoas como um objeto que, quando você se cansa, simplesmente descarta”, diz.
Alexandre Kavinsky, 38 anos, sócio da I-Cherry (Search Marketing) afirma que passa dez horas por dia conectado. “Mas considere que trabalho com isso, senão passaria só umas nove horas (risos). Casado e com filhos, Alexandre diz que a salvação contra o divórcio é a internet no celular. “Sempre dou um jeitinho de estar com a família, mas sem deixar de espiar a rede”, confessa.
A psicóloga Silvia Pedrosa recomenda cautela no uso da ferramenta. “Vício é ato, um hábito, que na necessidade de repetição forma uma dependência físico-psicológica. E tudo o que é em excesso tende a causar sofrimento, pois gera um desequilíbrio. Fazer parte das redes de relacionamento é saudável na medida em que as pessoas saibam lidar com elas, percebendo que não podem substituir as relações e o lazer do dia a dia”. Para Silvia, se o computador está proporcionando mais prazer do que o convívio com as pessoas é preciso refletir se não vale a pena rever a vida. Para ajudar nessa reflexão, faça o teste aqui.
Fique de olho!
Dorit Wallach Verea, psicóloga, mestre em psicologia clínica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e especialista em dependência química pelo Instituto Sedes Sapientiae, afirma que a busca pelo prazer nos move, e tendemos a repetir ações agradáveis. Às vezes é nesse prazer que encontramos uma forma de fugir das dificuldades. “O problema é quando o gostar muito se transforma em dependência, e o prazer se transforma em dor.”
Definimos compulsão pela internet quando a pessoa:
  • Passa muito tempo no computador, inclusive perdendo muitas horas de sono.
  • Negligencia suas responsabilidades e necessidades familiares, pessoais e profissionais de forma reiterada.
  • Apresenta prejuízos consequentes do uso patológico da internet.
  • Sente grande angústia ou ansiedade na ausência ou na impossibilidade de estar no computador.
  • Nega, mente ou manipula as pessoas para não ser criticada e continuar mais tempo na internet.
Quatro dicas que podem ajudar a ter mais controle
  1. Seja consciente. A falta de crítica e grande desconsideração quanto aos fatores de risco nos deixam indefesos quanto aos perigos que a internet oferece à saúde integral, ou seja, saúde física, emocional, familiar, social e profissional.
  2. Não espere ter problemas de saúde para tomar atitudes. A visão imediatista e a falta de reforço positivo de curto prazo fazem com que a necessidade em manter comportamentos que favoreçam a saúde seja ignorada.
  3. Fique alerta! O estilo de vida é adquirido dentro do ambiente familiar. Pais ou irmãos mais velhos fumantes, obesos, alcoólatras entre outros, influenciam diretamente na aquisição de comportamentos de risco. O mesmo para a internet.
  4. Cuidado: a falta de supervisão dos pais e mensagens inconsistentes são grandes influenciadoras de comportamentos compulsivos.
Quem ajuda:
- O Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes (Proad), do Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo, usa psicoterapia para tratar os viciados em internet. Tel. (11) 5579-1543
- O Núcleo de Pesquisas em Psicologia e Informática da PUC atende diariamente os pacientes por e-mail e tem um núcleo que visa estudar o comportamento dos netviciados. Contato: nppi@pucsp.br

Wednesday, 1 September 2010

FAR AWAY FROM CLASSROOMS!

Ops, como sei que este é um bom curso a distância?


Por Celso Roberti
Difícil, não? O termo “bom” nos remete a qualidade, e por qualidade estamos falando em atender às expectativas. É básico, vale para qualquer área, mas a primeira coisa que precisamos definir é qual o nosso objetivo com o curso.
E exatamente por isso é muito difícil falarmos o que exatamente é “bom”. Porém, podemos sim, estabelecer critérios para tomar uma decisão, e com base nesses seguir o melhor caminho.
O primeiro ponto que deve ser analisado é o status do credenciamento junto ao MEC (exceção feita aos cursos livres). E, para isso, o próprio MEC disponibiliza em seu site, na secretaria de Educação a Distância, uma ferramenta de busca que permite a um usuário ver quais são estas instituições. Inclusive permite a busca por regiões.
Regiões? Soa estranho se estamos falando em EAD, não? Mas isso nos leva ao segundo ponto de análise, que diz respeito aos pólos. Conforme determinação do MEC, avaliações, apresentações específicas de projetos, devem ser realizadas presencialmente nestes locais que são chamados de pólos. Além disso, esses pontos de presença têm por finalidade servir de base ao estudante, onde poderá contar com computadores e biblioteca (sim, pode ser até aquele local onde você fuja do ambiente de casa ou trabalho para estudar em paz). Portanto verificar onde a instituição tem um pólo é fundamental para a sua decisão. Isso impacta diretamente nos investimentos planejados. Além disso, é sempre bom visitar o pólo para ver como a instituição se preparou para recebê-lo.
Outro fator importante: qual a relação entre professores (ou tutores) por aluno? Como será a disponibilidade deles para atendimento a dúvidas e acompanhamento do desenvolvimento do participante? Não se esqueça: no presencial você sabe que entrará em uma sala e lá terá um professor por um determinado período. O mesmo deve ser buscado na EAD. Você pode escutar desde um professor para cada vinte alunos, até cento e cinqüenta! Lógico que isso impacta nos investimentos, mas pode ser um ponto primordial para você. Voltamos ao nosso objetivo com o curso, não?
E, claro, suas características pessoais. Maior essa relação, menos tempo de professor à sua disposição, maior necessidade de auto-instrução, maior necessidade de prévio domínio do que será abordado. Quais ferramentas você terá para contato? Fórum, atendimento personalizado, chat, respostas às dúvidas por e-mail... Tudo isso irá ajudá-lo a entender como a instituição o apoiará. E vale aqui uma dica: toda e qualquer solicitação sobre o curso, faça por e-mail, e você verá quão ágil a instituição é no mundo virtual. Eu já cheguei a esperar mais de uma semana ;-) ...
Mas o professor trabalha com conteúdo, não? E vamos ao nosso quarto ponto: vale a pena entender como é o material, se há material impresso, se será tudo on-line e a impressão ficará por sua conta, se haverão aulas em vídeo e como essas ficarão disponíveis. Se essas aulas serão síncronas (falamos disso no artigo anterior) e como você pode ter acesso posterior. Se puder ter um exemplo de uma aula complera, melhor ainda.
Existem mais critérios? Sim, mas com isso já dá para se ter uma boa noção do comprometimento da instituição com o ensino e tirar suas conclusões. E, não vamos esquecer: EAD, mundo on-line, virtual. Faça uma pesquisa, google it,converse com estudantes da instituição, busque os resultados desses de acordo com os objetivos que você estipulou lá no início e.... Boa sorte em sua busca!

Celso Roberti

Celso trabalha com EAD (educação a distância) há dez anos. Matemático de formação e inquieto por natureza, já passou por empresas de tecnologia e educação.

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I am one of those guys with a fat address book - maybe because all my friends tell I'm charming and clever! But as far as I´m concerned, friendship is a club of seven people which was fully by the time I was 25. We all share the same interests, and we don´t make any demands on one another in emotional terms - which is something I would avoid like the plague. It´s not that I don´t like making new friends easily...They have to cativate me at first...We all grew up in the same social, professional and geographical world that we now occupy as adults. The group of seven offers me as much security and intimacy as I require!