Thursday, 3 March 2011

NO STRESS, PLEASE?


Depressão e estresse crônico são venenos para o organismo, dizem especialistas

Por Carla Prates
Especial para o UOL Ciência e Saúde

O estresse crônico pode diminuir as defesas do organismo, abrindo caminho para as doenças

O estresse crônico pode diminuir as defesas do organismo, abrindo caminho para as doenças

Principal marca da sociedade contemporânea, que forma indivíduos competitivos, estressados e ansiosos, o estresse crônico é um dos maiores inimigos da saúde, principalmente a do coração. O estresse também pode atuar na diminuição das defesas do organismo, tornando-se um dos fatores de risco para o surgimento da maioria das doenças. Esse “ataque” ao sistema imunológico é normalmente citado pelos pesquisadores que relacionam as emoções e o desenvolvimento do câncer.
Por estarem presentes no dia a dia, algumas situações estressantes podem se tornar crônicas, como uma relação conjugal tensa, um trabalho com muitas responsabilidades ou condições inadequadas, recursos financeiros insuficientes, pouca ajuda de amigos e familiares, etc.
O estresse pode ou não interferir na saúde dependendo da intensidade em que os acontecimentos estressantes ocorrem e do modo como as pessoas lidam com esses fatores, se eles chegam a modificar a percepção de mundo de cada um ou até interferir negativamente em comportamentos saudáveis.
Depressão e rancor
Além do estresse crônico, o cardiologista Elias Knobel, do Hospital Israelita Albert Einstein, explica que uma pessoa muito deprimida e desmotivada também está mais suscetível a desenvolver uma doença coronariana. Além disso, outra pesquisa americana citada no livro “Coração...É Emoção” (Ed. Atheneu) também relaciona os sintomas depressivos a uma incidência maior de hipertensão arterial.
A depressão é um dos principais fatores que dificulta os tratamentos médicos de modo geral, pois torna a recuperação mais lenta e desestimula hábitos saudáveis. “O indivíduo deprimido geralmente não tem ânimo para fazer exercícios ou se alimentar bem, fatores importantes para a recuperação”, acrescenta o cardiologista Elias Knobel.
A psicóloga Ana Lucia Martins da Silva, que participou do livro, concorda que o maior perigo das emoções está na sua influência sobre o comportamento e as escolhas de cada um. “Uma pessoa ansiosa pode optar por uma alimentação pouco saudável ou por comer desordenadamente e isso leva a outras doenças. Um indivíduo com depressão pode ter uma vida sedentária, resultando em complicações cardiovasculares”, esclarece a médica.
Segundo Knobel, se a depressão vier acompanhada de sintomas como irritação, ódio, rancor e ira pode ser ainda mais perigoso. “Há um tipo de depressão, difícil de ser diagnosticada por ser pouco conhecida, porém, potencialmente prejudicial ao coração, cujos sintomas são diferentes da depressão clássica que conhecemos (a pessoa desanimada, triste). Os indivíduos com essa depressão ficam discutindo por tudo, são ranzinzas, cheios de ódio e rancor. E não há nada pior do que esses sentimentos do ponto de vista coronário, principalmente se o sujeito for hipertenso e diabético”, esclarece o cardiologista.

Tuesday, 1 March 2011

RIO DE JANEIRO 446 !


Morro da Viração - Parque da Cidade - Niterói - Rio de Janeiro - Brasil

Ode ao Rio de Janeiro, by Pablo Neruda

"...Rio, Rio de Janeiro, quantas coisas tenho para te dizer. Nomes que nunca esquecerei, amores que amadurecem o seu perfume,encontros contigo, quando do teu povo uma onda agregue ao teu diadema a ternura, quando à tua bandeira de águas subam as estrelas do homem, não do mar, não do céu, quando no esplendor da tua auréola eu veja o negro, o branco, o filho da tua terra e do teu sangue, elevados até à dignidade da tua formosura, iguais na luz resplandecente, proprietários humildes e orgulhosos do espaço e da alegria, então, Rio de Janeiro, quando alguma vez para todos os teus filhos, e não somente para alguns, abrires o teu sorriso, espuma de morena náiade, então eu serei o teu poeta, chegarei com a minha lira para cantar em teu aroma e na tua cintura de platina dormirei, na tua areia incomparável, na frescura azul do leque que tu abrirás no meu sono como as asas de uma gigantesca borboleta marinha."

IT´S SUCH AN AMAZING EXPERIENCE...


INTERCÂMBIO. EU FIZ!


Com o objetivo de estudar, estagiar e conhecer outras culturas, cerca de 70.000 paulistanos viajaram para o exterior no ano passado. Em 2011, esse número deve crescer 25%.

Texto de MANUELA NOGUEIRA
Veja-Sao-Paulo


No fim do ano passado, a empresa alemã LSG Sky Chefs, fornecedora de refeições para companhias aéreas, realizou no Brasil um rigoroso processo seletivo para trainees. Para ser contratado, entre outras exigências, o candidato tinha de ter feito ao menos um intercâmbio. "Foi a primeira vez que vi um programa assim", diz Mariângela Cifelli, gerente da Page Personnel, consultoria especializada em recrutamento. "Esse pré-requisito, porém, faz sentido. O jovem que passa por uma experiência no exterior adquire competências profissionais sem perceber." Ela se refere, por exemplo, ao jogo de cintura necessário para fazer amigos de outra nacionalidade. Só no ano passado, cerca de 160 000 brasileiros passaram por essa situação. Destes, 70 000 eram paulistanos. O Brasil é um dos maiores exportadores de intercambistas do mundo - ocupamos a sétima posição, de acordo com o relatório de 2009 da Association of Language Travel Organisations. "A expectativa é de chegarmos ao terceiro lugar no próximo ano", afirma Maura Leão, presidente da Belta (Brazilian Educational and Language Travel Association). É o reflexo de um mercado que, anualmente, tem crescido 20% no país e movimentado 8 bilhões de dólares no mundo. 

Nos meses de fevereiro e março, duas grandes feiras de intercâmbio - Salão do Estudante e ExpoBelta - vêm a São Paulo. Nos eventos estarão presentes agências de turismo, representantes governamentais de vários países, além de diretores de escolas e universidades estrangeiras. "Trata-se de uma boa oportunidade para pais e filhos aprenderem mais sobre esse universo", diz Maura. De fato, muitos jovens só tomam a decisão de fazer um curso no exterior depois de visitar uma dessas exposições. É o caso da estudante Ângela Pugliesi. "Queria estudar fora, mas tinha um pouco de medo." Então, em 2006, ela e sua mãe foram ao Salão do Estudante, conversaram com alunos que tinham acabado de voltar de viagem e assistiram a uma palestra sobre o Canadá, o destino preferido dos brasileiros, seguido pelos Estados Unidos e pelo Reino Unido. "Tiramos todas as nossas dúvidas, e isso nos encorajou a fechar o negócio." No mesmo ano ela embarcou para uma cidade próxima a Quebec, onde fez um ano de high school, o equivalente ao nosso ensino médio, um dos programas mais populares. 

Hoje existem centenas de cursos que envolvem estudo ou trabalho no exterior. É possível fazer trabalho voluntário numa ONG da África do Sul, aulas de surfe na Austrália e pós-graduação na Califórnia, entre tantas outras opções. Mas nem sempre foi assim. O intercâmbio surgiu na década de 60, quando entidades sem fins lucrativos, como o Rotary Club, criaram um conceito de viagem focado na troca de experiências. O primeiro programa foi justamente o de high school. Durante os anos 70, as grandes empresas começaram a exigir que seus funcionários falassem inglês ou espanhol. Foi quando apareceram os cursos de idiomas. "Naquela época, no entanto, esses pacotes eram voltados apenas para jovens e adultos", afirma Patrícia Zocchio, CEO da agência Experimento. "Atualmente pessoas mais velhas se interessam por eles também." Os programas de trabalho voluntário e de pós-graduação estão entre as tendências mais recentes do mercado. 

Tantas novidades contribuem para a seguinte estatística: nos últimos seis anos, o número de intercambistas no Brasil aumentou 280%. É claro que o bom momento econômico do país também é uma das causas desse crescimento. "Devido à valorização do real, uma viagem para o exterior está cerca de 60% mais barata se comparada ao que se cobrava no ano de 2004", afirma Samir Zaveri, diretor da BMI, empresa que organiza o Salão do Estudante. "A principal motivação, no entanto, é ter uma vivência multicultural, o que faz um indivíduo amadurecer em todos os sentidos." Ciente disso, a dona de casa Rose Fajan não hesitou em deixar que seus dois filhos, então adolescentes, passassem uma temporada em Louisiana, no sul dos EUA. "Não é fácil mandar o que você tem de mais precioso para longe. Mas para algumas oportunidades não se pode dizer ‘não’." Ela conta que, apesar dos momentos difíceis, a experiência foi proveitosa e que seus filhos voltaram mais seguros e independentes. "Recomendo a todas as minhas amigas." 

As principais universidades de São Paulo também incentivam seus alunos a fazer intercâmbio. Por isso, elas firmam convênio com institutos de ensino superior estrangeiros. "Viagens assim aumentam o conhecimento e são importantes para um plano de carreira diferenciado", diz a professora Julia von Maltven Pacheco, coordenadora de relações internacionais da Fundação Getulio Vargas. "A cada ano enviamos cerca de 400 alunos para escolas renomadas como a Bocconi, na Itália, e a HEC, na França." O jornalista Felipe Aragonez só conseguiu realizar seu sonho de estudar fora do Brasil graças a um convênio entre sua faculdade, a Anhembi Morumbi, e a Universidad Europea de Madrid. "Nos seis meses em que fiquei na Espanha, continuei pagando o mesmo valor da mensalidade do Brasil." Desde 2006, a Anhembi já enviou 1 500 alunos para o exterior. 

A partir do momento em que alguém começa a pensar em fazer um intercâmbio até o dia em que o projeto finalmente sai do papel, muito planejamento precisa ser realizado. Alguns jovens chegam a ficar mais de um ano pesquisando destino e curso adequados. É necessário levar em consideração o calendário escolar, os preços e os pré-requisitos de cada programa. Para realizar uma pós-graduação, por exemplo, o candidato deve ter anos de experiência no mercado e inglês fluente - cada universidade exige uma determinada pontuação em exames como CAE, Toefl ou Ielts. Os adolescentes que desejam embarcar durante o ensino médio devem ter conhecimento intermediário do idioma do país escolhido. Sobre o custo, vale ressaltar que o valor do curso representa apenas parte do gasto total da viagem. No orçamento ainda pesam as despesas de transporte, alimentação e lazer, que variam de 2 300 a 3 300 reais por mês, dependendo do destino escolhido. "A maior dúvida dos pais é se vão conseguir se comunicar com os filhos numa frequência desejável", diz Samir. Os educadores, no entanto, recomendam a eles que os telefonemas ocorram apenas uma vez por semana. "Como isso causa ansiedade, muitas famílias fazem acompanhamento psicológico antes da despedida", afirma Maura. A seguir, os tipos de intercâmbio e a experiência de quem passou por ele.

Para ler, clique nos itens abaixo:

High School
É o mais tradicional programa de intercâmbio e permite que o aluno frequente uma escola do ensino médio. "Nesse caso, a imersão em outra cultura é muito grande, porque o jovem realmente vive o cotidiano daquele lugar", diz Patrícia Zocchio, da agência Experimento. "Fica totalmente integrado a uma família, uma escola e uma comunidade." Cada país tem suas normas. Quem vai para Alemanha ou França, por exemplo, não pode escolher a cidade de destino. Em compensação, na Austrália e na Inglaterra, a opção é possível, sim. Um certificado de idioma, como o Michigan, sempre é pedido. Em novembro de 2010, a estudante Larissa Joiozo, de 16 anos, voltou para o Brasil após passar um ano na Nova Zelândia. Ela conta que os três primeiros meses foram difíceis e que muitos adolescentes desistiram do programa. "É complicado quando você se vê sozinha do outro lado do mundo." Com o tempo, porém, fez amigos, passou a acompanhar melhor as aulas e se apegou à família neozelandesa. "Aprendi a me virar sozinha, conheci pessoas e lugares maravilhosos. Amei essa viagem." Público-alvo: estudantes de ensino médio com idade entre 15 e 18 anos Tempo de duração: um ou dois semestres Custo: a partir de 10 000 reais (inclui escola e acomodação em casa de família por um semestre)
Idiomas
Uma pesquisa realizada no ano passado durante o Salão do Estudante revelou que esse tipo de curso é o mais desejado pelos alunos de São Paulo. Cerca de 45% dos visitantes demonstraram interesse em estudar outra língua fora do Brasil. Não há limite de idade. "Executivos, pessoas mais velhas, jovens e até famílias inteiras podem se encontrar na mesma sala de aula", afirma Samir Zaveri, da organização do Salão do Estudante. Com o objetivo de melhorar seu inglês, a aluna de economia Caroline Cagnini de Almeida, de 21 anos, ficou um mês no Canadá e fez cinco horas de aula por dia. "Quando saí do Brasil, estava no nível intermediário. Agora, estou no avançado." Também existe a opção de combinar essas aulas com alguma atividade de lazer ou cultura. Foi o que fizeram a administradora Graziela Fuccio Cichello, de 33 anos, e a publicitária Priscilla Rinaldi, 31. Nas férias do trabalho, as duas se mandaram para Madri, onde tinham aulas de cultura espanhola. "Juntei o útil ao agradável", diz Graziela. "Consegui melhorar o meu espanhol, aprender sobre o país e, nos fins de semana, ainda viajar pela Europa." Público-alvo: a partir de 16 anos Tempo de duração: quatro semanas ou mais Custo: a partir de 3 000 reais (inclui hospedagem e escola)
Pós-graduação
Para quem tem pelo menos dois anos de experiência no mercado e inglês fluente, existem duas formas de realizar uma especialização em outro país. A mais comum é escolher uma instituição brasileira que tenha convênio com escolas do exterior. São os cursos chamados de "sanduíche". Ou seja, uma parte é realizada aqui e a outra, lá fora. Ao final, o estudante pode ficar com dois diplomas. No ano passado, 36 alunos da ESPM participaram de programas assim. "Essas atividades são fundamentais porque quem conhece o mundo atua melhor em diferentes mercados", afirma Ivan Pinto, diretor de relações internacionais da ESPM. O outro caminho é contar com a intermediação de agências de turismo para fazer extensão, pós ou MBA no exterior. Foi assim que o publicitário Felipe Rodrigues Gregório, de 23 anos, chegou à Universidade da Califórnia, em San Diego. Lá, fez um curso de extensão em negócios durante um ano. "Foi muito puxado, mas tinha de ser assim." De volta ao Brasil, já se inscreveu em processos seletivos de empresas internacionais. "Sei que agora as minhas chances de contratação são maiores." Público-alvo: estudantes com ensino superior completo Tempo de duração: oito meses ou mais Custo: a partir de 45 000 reais
Trabalho
Há tantos pacotes de atividade profissional que o aluno deve conversar exaustivamente com um agente de viagens antes de escolher o mais indicado para seu perfil. Um dos programas mais tradicionais é o de au pair, ou seja, trabalhar como babá numa casa de família durante um ano e ganhar cerca de 1 000 dólares por mês. Algumas agências, como a Experimento e a STB, ajudam os brasileiros a encontrar estágios (muitas vezes, não remunerados) dentro de sua área de formação. Contudo, a maior oferta de vagas está na indústria do entretenimento: em parques temáticos, estações de esqui, hotéis e restaurantes. Quem sabe muito bem disso é a administradora de hotéis Andrea Lobo dos Reis, de 23 anos. Durante a faculdade, ela fez cinco viagens a trabalho para os Estados Unidos - duas para a Disney e três para uma estação de esqui em Wisconsin. "Nunca consegui guardar muito dinheiro, mas o que me interessava era a experiência." Hoje ela trabalha no Sheraton, um dos melhores hotéis da capital. "Sem os meus intercâmbios, não estaria aqui." Público-alvo: estudantes universitários com idade entre 18 e 28 anos Tempo de duração: a partir de um mês Custo: a partir de 2 500 reais
Onde saber mais
16º Salão do Estudante Cerca de 20 000 visitantes devem comparecer ao evento, que ocorre no próximo fim de semana. Representantes de 220 instituições de ensino, vindos de dezesseis países, estarão presentes, além de 41 agências de turismo. Entre os estandes imperdíveis, há o da escola New York Film Academy e o da The French Culinary Institute. Rua Luís Coelho, 323, Consolação (Centro de Eventos do Colégio São Luís). Sábado (19) e domingo (20), 13h/19h. R$ 10,00. www.salaodoestudante.com.br 12ª ExpoBelta No ano passado, a exposição recebeu 7 500 pessoas e, para 2011, a expectativa é que venham 9 000 visitantes. Haverá palestras sobre sistema educacional, variedade de cursos, documentos necessários e vistos. Mais de cinquenta países estarão representados, mas o destaque do evento serão as 500 instituições de ensino do Reino Unido, como a University of the Arts London. Rua Frei Caneca, 569, Consolação (Centro de Convenções Frei Caneca). 19 e 20 de março, 14h/19h. R$ 10,00. www.expobelta.org.br
Dicas para não cair em armadilhas
- Pesquise sobre o país e a cidade escolhidos. Quem está acostumado com agito pode ficar entediado em um lugarzinho pacato, sem muitas alternativas de diversão. - Programe-se com antecedência. Em países que exigem visto de entrada, esse documento pode demorar para ser concedido. - Preste atenção ao clima. Muitos dos destinos procurados pelos paulistanos têm inverno bem mais rigoroso que o nosso. - Converse com pessoas que passaram pelo mesmo programa que você quer fazer. - Não vá sem um seguro-saúde. Se houver a possibilidade de praticar esportes radicais, veja se a cobertura está inclusa no pacote. - Quem optar pelo programa de high school deverá se informar no colégio daqui sobre os documentos necessários para cursar o ensino médio novamente quando retornar. - Pergunte se o curso escolhido é reconhecido pelas escolas do Brasil. - Para pós-graduação, verifique se o seu nível linguístico é compatível com o exigido. - Confira se a agência de viagem faz parte de federações nacionais ou internacionais. Vale checar também se a empresa tem escritórios próximos ao seu destino. - Se vai ficar em casa de família, entre em contato com os anfitriões. É muito importante saber se há fumantes, animais de estimação, crianças... Está instalado e não se adaptou? Peça mudança à escola ou agência. - Contrate uma operadora tarimbada em programas de intercâmbio e desconfie de orçamentos muito fora da média do mercado. - Leia o contrato com atenção. Cheque a cláusula de desistência, pois imprevistos podem acontecer. - Fuja dos fast-foods e siga uma dieta balanceada. Deixe para experimentar guloseimas gordurosas nos fins de semana. Quem fica em casa de família tende a ter uma alimentação mais saudável. - Se precisar tomar remédios regularmente, calcule a quantidade necessária para o período da estada e leve-a na bagagem. É importante ter à mão, também, as receitas médicas traduzidas para o idioma do país de destino. - A conta do celular pode sair cara por causa do roaming. Por isso, se quiser usar seu aparelho, opte por comprar um chip local para fazer ligações. Programas da internet como o Skype dão a oportunidade de falar de graça - ou por um valor razoável - com parentes e amigos distantes. - Como a internet sem fio gratuita está em casas de família, escolas e cafés, quem quiser poderá levar notebook, netbook ou tablet daqui e usá-lo sem custo adicional. - É fundamental atentar para a legislação do local que se está visitando, já que ela muda drasticamente de lugar para lugar. Em alguns países e estados dos EUA, a idade mínima para comprar bebidas alcoólicas é de 21 anos. Infratores podem ser multados ou até deportados. - Encantou-se com aquele garoto ou garota? Lembre-se de que a viagem tem data para acabar. Além disso, algumas agências de intercâmbio garantem que mandam para casa menores de idade que são pegos praticando sexo.
Os melhores cursos de MBA
Todos os anos, a revista inglesa The Economist seleciona os mais conceituados cursos integrais de MBA do mundo. A eleição leva em conta quesitos como o número de professores com Ph.D. e a quantidade de alunos com boas ofertas de emprego após o programa. A seguir, o ranking de 2010: MBA - University of Chicago, Booth School of Business Onde - Chicago, Estados Unidos Duração - 21 meses Preço (em reais) - 170 000 MBA - Dartmouth College, Tuck School of Business Onde - Hanover, Estados Unidos Duração - 21 meses Preço (em reais) - 80 000 MBA - University of California at Berkeley, Haas School of Business Onde - Berkeley, Estados Unidos Duração - 21 meses Preço (em reais) - 80 000 MBA - Harvard Business School Onde - Boston, Estados Unidos Duração - 9 meses Preço (em reais) - 80 000 MBA - University of Navarra, IESE Business School Onde - Pamplona, Espanha Duração - 19 meses Preço (em reais) - 160 000 MBA - IMD - International Institute of Management Development Onde - Lausanne, Suíça Duração - 11 meses Preço (em reais) - 90 000 MBA - Stanford Graduate School of Business Onde - Stanford, Estados Unidos Duração - 21 meses Preço (em reais) - 175 000 MBA - University of Pennsylvania, Wharton School Onde - Filadélfia, Estados Unidos Duração - 21 meses Preço (em reais) - 180 000 MBA - HEC School of Management Onde - Paris, França Duração - 16 meses Preço (em reais) - 100 000 MBA - York University, Schulich School of Business Onde - Toronto, Canadá Duração - 16 meses Preço (em reais) - 100 000
As melhores escolas de inglês
Em 2010, a revista Viagem & Turismo, da Editora Abril, e a Belta (Brazilian Educational and Language Travel Association) elegeram as cinco principais escolas de inglês do exterior. Qualidade acadêmica e certificados internacionais pesaram na balança. Em ordem alfabética, as campeãs são: Escola - Emerald Cultural Institute Onde - Dublin, Irlanda Duração - 1 mês (20 aulas por semana) Preço (em reais) - 2 100 Escola - Eurocentres Onde - Cambridge, Inglaterra Duração - 1 mês (20 aulas por semana) Preço (em reais) - 2 800 Escola - International House Onde - Londres, Inglaterra Duração - 1 mês (15 aulas por semana) Preço (em reais) - 2 200 Escola - Kaplan, Empire State Building Onde - Nova York, Estados Unidos Duração - 1 mês (20 aulas por semana) Preço (em reais) - 2 200 Escola - Nese Onde - Boston, Estados Unidos Duração - 1 mês (15 aulas por semana) Preço (em reais) - 1 860
Dez empresas que podem ajudar a chegar lá
- CI: 3371-2888, www.ci.com.br - Connection Line: 3285-6691, www.connectionline.com.br - EF: 2122-9000, www.ef.com.br - Experimento: 3707-7122, www.experimento.org.br - Friends in the World: 3894-9402, www.friendsintheworld.com.br - IE: 2384-3010, www.ieintercambio.com.br - Intercâmbio Global: 3149-8199, www.intercambioglobal.com.br - SIS Intercâmbio Cultural: 3062-6333, www.sis-intercambio.com.br - STB: 3038-1551, www.stb.com.br - Yázigi Travel: 2132-9600, www.yazigitravel.com.br
Experiências 

Sunday, 20 February 2011

AND THE OSCAR GOES TO...

DO JÁ VISTO.


Daniel Piza, Estadão, 20/02/11
Os filmes favoritos para o Oscar deste ano, a ser anunciado no domingo que vem, não prezam pela originalidade. É o ano do “déjà vu”. Na semana passada comentei o romantismo “over” de Cisne Negro, com seus recursos básicos ao contraste de branco e preto e aos espelhos quebrados, e o filme de boxe O Vencedor, na linha “família maluca também é família”. Antes já tinha comentado A Rede Social, que se concentra nas brigas sobre quem criou o Facebook. Nesta semana vi O Discurso do Rei e Bravura Indômita, dois filmes bem-feitos, mas o primeiro lembra outros melhores e o segundo é um remake comportado. O problema não é apenas o esquema binário e o desfecho previsível de cada um, mas sobretudo a superficialidade da visão, o comodismo de argumento e estrutura. Guerra ao Terror, vencedor do ano passado, era muito mais revelador sobre o cotidiano de um soldado e rico em cenas que emocionam e fazem pensar.

Não que não sejam bons filmes, alguma coisa entre três e quatro estrelas. O Discurso do Rei, de Tom Hooper, ganha vida quando Colin Firth e Geoffrey Rush estão juntos. O primeiro faz o rei gago sem cair nos truques rasteiros e mostrando que sua angústia em relação ao problema vem de seu caráter, não de sua vaidade. O segundo, que faz o australiano sem diploma que o ensina a lidar com a gagueira, tem momentos brilhantes, como quando responde à pergunta do rei, “Eu tenho uma voz?”, usando a pausa, o sorriso e o tom como poucos. O bacana do filme é mostrar que encontrar uma voz é muito mais que uma questão de dicas e exercícios; como aprender a escrever, é uma questão de confiar no que se tem a dizer e não sonhar com a solução completa. Há também os enquadramentos de Firth no canto de uma parede descascada, tradução do confronto entre a pompa de sua posição e o tosco da situação em que se meteu.

Mas uma ideia interessante e três ou quatro cenas de boa atuação são pouco para fazer uma grande obra. Sem ser um filme de época ou biográfico, ele se basta nesse conflito ligeiro que sabemos superado ao final. Os personagens do irmão, que renunciou ao trono como Edward VII para se casar com a plebeia divorciada Wallis Simpson, e de Winston Churchill, de longe o autor dos discursos mais poderosos da Segunda Guerra, beiram o patético. Mesmo o método do fonoaudiólogo amador, que envolve perguntas sobre traumas de infância, não dá espaço para autoexames maiores que o de lidar com a timidez de elocução. E em tudo o filme parece sugerir que a monarquia tem o papel de representar uma continuidade – como um teatro esnobe para deleite das massas – sem a qual a nação não seguiria. Nesse aspecto, prefiro a relativa precisão de A Rainha, com Helen Mirren. Mas um filme bem melhor sobre bastidores da realeza é As Loucuras do Rei George, com Nigel Hawthorne, baseado na peça de Allan Bennett.

Bravura Indômita, dos irmãos Coen, é mais cinema. É versão de um western que, apenas por ser mais antigo (1969), é chamado de “clássico”, do diretor Henry Hathaway. Uma sinopse possível diria que se trata de uma refilmagem na qual os Coen colocaram algumas de suas digitais: o humor, sobretudo nas falas, de uma certa eloquência ou formalidade que destoa daquele mundo brutal, e em algumas cenas como aquela em que Rooster Cogburn (Jeff Bridges) empurra com o pé duas crianças de cima de uma varanda; a violência mais gráfica, com mutilações em primeiro plano; e a recusa ao tom lendário, que já aparece na interpretação de Bridges, mais para cão velho do que para John Wayne, com seu andar arqueado e semblante impassível. Mas isso faria o espectador pensar que vai ver uma história criativa e engraçada, como Fargo – ainda o melhor dos irmãos Coen – ou mesmo Onde os Fracos Não Têm Vez.

Mas nem o original é obra-prima nem o remake uma “desconstrução”, como gostam de dizer os críticos. As pitadas de humor e desmitificação não passam disso, pitadas, e o que temos é a história de uma garota de 14 anos (Hailee Steinfeld) que quer vingar o pai e, com o federal e um “Texas ranger” (Matt Damon), atravessa território indígena para achar o assassino. Aos poucos, obviamente, o durão se deixa amolecer e, apesar de já não atirar e brigar bem, luta contra quatro inimigos e cavalga heroicamente sob o céu estrelado. Os Coen parecem querer os dois mundos agora: o das histórias lineares com vitória dos bem-intencionados e o das inquietudes formais e críticas satíricas. Ficaram mais perto do primeiro. Mas, por exemplo, se você pensar no que Clint Eastwood fez em Os Imperdoáveis, ironizando e ao mesmo tempo reavivando os westerns, vai verificar que não é preciso aderir à caretice.

Há nos cinco favoritos ao Oscar um medo do refinamento psicológico, de verbalizar ou dramatizar mais a fundo as mudanças interiores pelas quais os personagens passam, o que não significa perder leveza nem ação. Os protagonistas não são estereótipos; há um esforço de mostrar defeitos, desenhar nuances. Mas é insuficiente. A bailarina paranoica e aclamada, o pugilista que dá um “jab” e depois um “clinch” na família, o nerd antissocial que vira gênio porque inventa uma rede social, o rei gago que comove a nação por rádio, o caubói com coração – todos, apesar das atuações, se encaixam em enredos que contemporizam e consolam e, pior, parece que já vimos antes. Acrescentar maneirismos à tradição não é o mesmo que renová-la.

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I am one of those guys with a fat address book - maybe because all my friends tell I'm charming and clever! But as far as I´m concerned, friendship is a club of seven people which was fully by the time I was 25. We all share the same interests, and we don´t make any demands on one another in emotional terms - which is something I would avoid like the plague. It´s not that I don´t like making new friends easily...They have to cativate me at first...We all grew up in the same social, professional and geographical world that we now occupy as adults. The group of seven offers me as much security and intimacy as I require!